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sexta-feira, outubro 14, 2016

E daí, PSDB? Vai ou não vai?


Com a perda das eleições em 2002 para o grupo de Lula, um líder populista e falastrão, mas que era conhecido por saber vender bem suas idéias às massas ignaras e aos seus fanáticos seguidores, o PSDB passou à oposição. Mas há controvérsias sobre isso

O lulo-petismo espertamente em seus primeiros anos de governo adotou discurso moderado que atraiu para sua companhia grupos econômicos que antes estavam aliados ao regime anterior mas viram nessa nova aliança uma possibilidade de auferirem ganhos bem maiores dos que haviam tido nos 8 anos anteriores. O mundo havia superado uma crise e novamente avançava a passos largos tendo como locomotiva o crescimento acelerado da China Comunista que aos olhos do mundo havia se tornado capitalista mas que em suas entranhas era ainda comunista e autoritária. O modelo Capitalismo de Estado Chinês passou a ser o modelo da hora e assim serviu para o lulo-petismo.


E mais.


Junto a estes grupos se aliaram os antigos oligarcas populistas que comandaram o país antes da era Plano Real e que haviam exercido sua hegemonia política juntamente com os militares entre 1964 e 1984 e depois espertamente aderiram à Nova República Peemedebista para reconquistarem o Poder.


Querem coisa mais perversa? Populismo estatal e fascista retrógrado de esquerda aliado ao populismo estatal fascista atrasado de direita. Mas o país assim mesmo crescia na onda do crescimento mundial.


O que fez então o PSDB? Sabedores das más intenções do lulo-petismo, em vez de fortemente denunciar as alianças espúrias, de alertar o povo para os malefícios futuros que esse modelo teria a forte possibilidade de fazer água, numa crise econômica prevista e avisada, preferiu se omitir. Preferiu continuar se corroendo nas suas divisões internas, virou um “saco de gatos de raça” em vez de se apresentar unido à sociedade como verdadeira oposição política e econômica e pasmem, renegando até seus sucessos como as privatizações e fechando os olhos à política econômica criativa e depauperadora do lulopetismo.  Virou “saco de pancadas” do novo grupo hegemônico que os desqualificava sem reagir. Os quase 40% de eleitores que botaram suas fichas num PSDB em 2002 perderam a voz. O Brasil passou a ser um dos poucos países democráticos no mundo que não tinha oposição de verdade.


Em 2006, eu perdi a confiança no PSDB.


Por tudo isso quando hoje o PSDB retoma nas urnas boa parte da hegemonia política que havia perdido, graças somente a uma ação única do povo que cansado da corrupção desenfreada e da incompetência generalizada e que por falta de opção depositou seu voto nos seus candidatos, vejo esta situação com muita desconfiança e temor. 

O partido cada vez mais se divide em disputas internas ainda calcadas na soberba e arrogância, nas discussões mesquinhas, ainda achando que brioches e champagne são a melhor opção para matar a fome e a sede do povo.


A melhor definição do PSDB de hoje vi outro dia na TV. Alckmin já fez seu plano de vôo. Aécio está no comando da torre de controle e Serra espera na sala de embarque sem nenhuma preferencia por qual companhia voar.

 
No caso exclusivo da cidade de São Paulo, há uma esperança. João Dória pode ser o início da renovação e união, a retomada do social-liberalismo competente e objetivo. Esperemos que sim. Mas cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

PSDB - Ao contrário do PSD, é o partido que nunca soube ser nem de situação nem de oposição



Anos e anos (poderia dizer décadas) de furioso combate aos que defendem e defenderam uma linha política e governamental social-liberal integrada ao capitalismo vigente tornaram impossível o desenvolvimento de uma opção mais inteligente ao eleitor brasileiro. O PSDB nasceu em 1989 para ser a vertente social que aliada a grupos liberais, poderia comandar o país nos mesmos moldes dos países europeus que deram certo como os países escandinavos e a maioria dos países da União Européia. Uma aliança entre a visão social e a visão liberal onde, ao mesmo tempo que incentivava a redução de desigualdades proporcionava o desenvolvimento econômico, dando oportunidades a todos de progredir e participar do resultado desse progresso.
Foi esta a visão que me fez aderir de bate-pronto lá atrás a esta aliança. Parafraseando de certa forma Delfim Netto(suas palavras, não ideias) “fazer o bolo crescer e dividir” de forma justa com aqueles que contribuíram para este crescimento, sem privilegiar determinado grupo aqui e acolá, sempre com base no mérito de cada um.
E utilizando uma parte do bolo, ajudar aqueles chamados " miseráveis excluídos" a se inserirem com dignidade nessa sociedade para poderem colaborar e participar do crescimento. Tudo isso numa base democrática do debate produtivo, do confronto de idéias, de uma liberdade de pensamento.
Essa idéia vingou e o PSDB social junto com seus aliados liberais comandou o Brasil a partir de 1994 alicerçado numa base firmada no Plano Real de 1994 que praticamente “zerou” as mazelas do passado e pelo menos no campo econômico, proporcionou ao povo uma brutal redução de desigualdades. Passados 4 anos, o que se viu foi um progressivo aumento nos intestinos do partido, da soberba, das disputas mesquinhas, de pessoas querendo disputar a hegemonia e puxar para si as glórias do sucesso. Encastelados no poder, essas pessoas desprezavam os seus eleitores nos mesmos moldes dos monarquistas de antigamente, não ouviam os anseios da sociedade achando-se superiores e donos da verdade.
Pior.
Internamente, disputas surdas e mesquinhas ocorriam desmanchando a união inicial que levou o partido ao poder. Como resultado dessas disputas, venceu então uma corrente que pregava alteração na Constituição dando a oportunidade do partido de estender através das urnas a sua continuidade no poder, mantendo no comando o grupo vencedor de 1994. Veio então a reeleição, o verdadeiro tiro no pé que levou o lulo-petismo a permanecer por 13 anos no poder.
O mundo atravessava um progresso econômico raro, o partido navegava em águas calmas. Não tinha adversários nem do lado mais puramente socialista nem do lado mais puramente liberal. Mas daí, num surto incrível de arrogância aliado à miopia econômica, membros da corrente vencedora das disputas internas não quiseram enxergar (ou o que é pior, não viram) que o modelo vencedor adotado necessitava de ajustes para adequar ao meio ambiente global que se avizinhava conturbado.
O Plano Real original começou a fazer água. Tardiamente, fizeram ajustes mas daí, o crescimento social e econômico já havia sofrido perdas irrecuperáveis e as vertentes ditas “progressistas” do socialismo ortodoxo, autoritário e populista ganharam força e voz.
Deu no que deu. Em 2002, o PSDB perdeu sua hegemonia e as eleições e daí para a frente nós sabemos como aconteceu. Mas é assunto para depois.

sexta-feira, outubro 07, 2016

A crise brasileira e a crise fluminense

O governo do RJ anuncia que quer mais 14 bi de ajuda do governo federal para tapar rombos. Mas o governo federal já tem seu próprio rombo e não pode nem deve ajudar. Por que? Não só o governo petista durante quase 10 anos, de 2006 até 2015 elevou os gastos muito acima de sua capacidade como também diversos governadores de estados também o fizeram contribuindo assim para a crise geral que hoje assola o país. Servidores públicos tiveram seus salários elevados bem acima da inflação durante todo este tempo sem no entanto haver melhoria da qualidade dos serviços prestados à população. Além disso, houve principalmente durante o governo Lula no plano federal como no plano estadual,  um aumento brutal da contratação de servidores que hoje somam mais de 11 milhões de pessoas no Brasil. Ou seja, 1 em cada 10 brasileiros na idade de trabalhar é servidor público. Aliado a isso, a receita tanto federal como estadual se reduziu graças à recessão (anunciada desde 2012). No caso específico do RJ, a quebra da Petrobrás, conhecida por Petrolão, aliada à queda dos preços do petróleo, reduziu drasticamente a capacidade de investimento da empresa e por consequência, a receita dos royalties do petróleo que caiu 40% só em 2015. Não se pode chamar isso de falta de visão dos governadores Cabral e Pezão, mas sim, de falta de escrúpulos e de competência. Nos tempos de bonança econômica, em 2007, já se avisava que a tal marolinha de Lula era na verdade um anúncio do tsunami que viria depois e veio. Mas nunca se gastou tanto acima da responsabilidade como nesse período. O estado do Rio de Janeiro historicamente possui o maior número de funcionários públicos por m2 do Brasil até por ter sido durante décadas a Capital do país.O Rio de Janeiro hoje tem quase o dobro de servidores públicos federais ativos que Brasília. 20% do total (102 mil) contra 11% do total (63 mil), mesmo passados 52 anos da transferência da Capital. A cultura de dependência de sua população do dinheiro dos cofres públicos é antiga. Vem desde os tempos de D. João VI. Além disso, os investimentos produtivos advindos da industrialização que geram impostos e empregos nunca foram dos maiores. Para atrair estes investimentos os governantes deram incentivos fiscais acima da média que reduziram a capacidade de arrecadação do estado no longo prazo. A renúncia fiscal do RJ entre 2008 e 2013 chegou a 32,5 bilhões de reais enquanto que a arrecadação do ICMS foi de 33 bilhões, a menor do país.A dívida pública do estado de 201 bilhões é superior à sua capacidade de arrecadação.Só para comparar, a dívida pública de SP de 205 bilhões é 57% da capacidade de sua arrecadação. Hoje o estado do RJ está literalmente quebrado. Não por culpa de sua população mas sim, por máxima culpa dos governantes que por simples populismo e irresponsabilidade, enganaram o povo que os elegeu. Mas o eleitor fluminense especialmente o carioca não aprendeu. Vejam o que os espera nesse segundo turno municipal na capital do estado Já chega a ajuda de 2,9 bi à Prefeitura do RJ para a Olimpíada, uma aventura populista de Lula que encampada por Eduardo Paes embora tenha sido uma festa bonita, não rendeu nenhum dividendo palpável em termos turísticos a médio e longo prazo. O restante do povo brasileiro não deve deixar que o governo federal sucumba à pressão e dê mais dinheiro. Isso vai causar uma reação em cadeia em outros estados que se atendidos derrubará por terra o ajuste fiscal federal agravando ainda mais a crise. O correto é que o governante fluminense tome as medidas duras de aperto e que o povo fluminense entenda que dói por um tempo mas é necessário. Servidor público fluminense vai ficar sem parte do salário? Vai. Vai ficar sem parte da aposentadoria ? Vai. Um país inteiro não pode se prejudicar mais do já está por conta da irresponsabilidade de governantes de um só estado. Ninguém mandou eleger os Garotinhos da vida, Cabral e Pezão e acreditar em Lula e Dilma. Taí o resultado. Quem acreditou na marolinha está vendo a ressaca que chegou. 

Leiam este artigo : http://oglobo.globo.com/economia/rio-o-estado-com-menor-aumento-de-arrecadacao-de-icms-1-19154594


terça-feira, setembro 06, 2016

A operação Greenfield

Esse rolo dos fundos de pensão me traz a lembrança de quem viveu e conheceu de perto o mecanismo de financiamento de empreendimentos usando o dinheiro desses fundos. É uma informação, não um testemunho pois não participei dos meandros mas soube de detalhes por pessoas que assistiram de perto o esquema. 

 Desde que existem estes fundos, os investidores sempre tentaram sobrevalorizar seus empreendimentos para minimizar o valor do dinheiro que sairia de seu bolso.Porque a Lei limita em 70% o valor que os fundos poderiam aportar no empreendimento, deixando os restantes 30% por conta do investidor. Assim, se um determinado empreendimento custava X para ser construído, o investidor encomendava estudos técnicos para demonstrarem que custaria X+30%. Assim, caso o fundo ao examinar os dados aprovasse o investimento, o investidor não precisaria colocar toda a sua parte. Dessa forma, muitos empreendimentos foram assim construídos. 
Os mais notórios são os shopping centers cuja grande maioria no Brasil foi construída dessa forma.Não que todos os empreendimentos tenham conseguido realizar essa maracutaia tecnico-financeira pois a área técnica dos fundos por vezes apontava as distorções e negava o aporte. 

Antes da era petista, os fundos eram dirigidos por gente competente mas sempre havia um que escapava da análise técnica por lobismo ou pelo fato do pessoal técnico dos fundos não ter competência para analisar corretamente ou pelos dois casos .

A partir de 2003, Luiz Gushiken, o falecido dirigente petista, passou a indicar os responsáveis pela gestão dos fundos de pensão das estatais notadamente o PREVI,FUNCEF, fundos dos bancos do Brasil e da Caixa Federal e PETRUS da Petrobrás, os maiores fundos do país. Indicou para dirigir tais fundos pessoas ligadas ao PT, sindicalistas fiéis ao partido. Aí, juntou-se a fome com a vontade de comer. 

Por anos a fio, ficou a desconfiança que empresários malandros em conluio com os administradores dos fundos e com o aval do governo sobrevalorizavam o empreendimento e em contrapartida, parte do dinheiro era desviada para suprir os custos de campanha política e os bolsos dos envolvidos. Pior, muitos empreendimentos não tinham retorno adequado o que ao longo do tempo causaria prejuízo aos fundos o que se constatou na realidade. É o caso atual do POSTALIS dos Correios que não tem dinheiro para bancar os pecúlios e aposentadoria dos participantes. 

Portanto, não espanta o fato de estarem sob investigação pela operação GREENFIELD os empresários citados na imprensa, os dirigentes de fundos e o ex-tesoureiro do PT. Como se vê o governo petista aparelhou as estatais, os fundos de pensão, profissionalizou a maracutaia em seu benefício e em benefício de empresários gananciosos e malandros. Mas em prejuízo do Brasil. 
O mesmo procedimento aconteceu no BNDES, ainda por apurar e que é a maior parte do iceberg da sujeira. Aguardemos a justiça.

quinta-feira, setembro 01, 2016

Arre égua! Bah Tchê! Uai, sô! Caramba! Caracas! Até que enfim! Aos lutadores da blogosfera, obrigado!

Essa vitória(meia vitória na verdade) é de todos nós, lutadores de 15 anos contra o mal da estrela vermelha que nos assolou. Quero aqui agradecer e me congratular com Saramar Mendes, Stella Lucia,Star Sassa,Ricardo Rayol Braga, Aluizio Amorim,Worf Neto,Adriana Vandoni,Augusta de Carvalho,Kika Albuquerque,Orlando Tambosi,Guilio Sanmartini(in memorian) , Jurema Cappelletti, Jussara Domene Gehrke,Fábio Mayer,Fernando Carvalho,Carlos Emerson Junior,Carlos Antonio ,Layla Fiusa,Roque Sponholz, Jorge Serrão do Alerta Total, todo o pessoal do grupo do Facebook Oposição ao PT Já e todo o pessoal dos vários grupos de oposição do Facebook  e outros blogs políticos que diuturnamente (e noturnamente, segundo Dilma, hehehe ) combateram e combatem o lado vermelho da força. Apesar de ter sido uma meia-vitória pelo menos tiramos o PT do poder central o que já é muita coisa. Agora é continuar lutando para extirpar de vez o PT da vida política do Brasil e com eles todos os seus aliados e agregados malandros e corruptos que ainda sobraram e quem sabemos muito bem quem são. 
Não posso deixar de citar aqui outros lutadores da imprensa séria e da ciência política como editorialistas do Estadão, Bolívar Lamounier, Eduardo Graeff, Os Antagonistas, Augusto Nunes, Reinaldo Azevedo, Marco Antonio Villa, Diego Casagrande, Percival Puggina, Joice Hasselman e tantos outros. 
Algum político digno de ser citado aqui? Só me lembro de um que me representou. Ronaldo Caiado. 

Outros poucos que reconheço,combateram de verdade o petismo neste processo de impeachment não são dignos porque lhes faltou em algum momento coerência e coragem de dar a cara a apanhar. 

 
Se esqueci alguém, me desculpem, reclamem, mas estendo também aos guerreiros esquecidos por mim. Temos ainda muito que lutar e continuemos de olho porque há muito ainda que se fazer para o Brasil a voltar aos trilhos dos quais foi desviado pelos populistas, mentirosos, corruptos, malandros de plantão.

sábado, agosto 06, 2016

Impressões sobre a apresentação da Olimpíada ontem

Na minha opinião, a apresentação ontem que foi uma grande oportunidade de mostrar a um público de 3 bilhões de pessoas em todo o mundo quem somos de verdade, mas não foi. Foram perdidas grandes oportunidades.

Foi um show de plástica, especialmente o acendimento da pira olímpica mas em termos de conteúdo pecou e muito. Afinal quem vê cara não vê coração, não é?

Talvez pelo momento, não muito favorável pela situação política e econômica, onde não se soube adaptar o virtual ao real o resultado não atingiu o efeito que se esperava.

Quando Lula pensou em promover o evento, os tempos eram outros. Ninguém sabia que por trás da iniciativa, que hoje sabemos, foi meramente populista, estava em curso paralelo um assalto perverso ao bolso e à dignidade do povo chamado Petrolão. Muitos achavam (e alguns ainda acham) que o Brasil era o país dos reis da cocada preta. De 2007 para cá, muita coisa mudou. O Rei foi desnudado, sua sucessora está para ser deposta por incompetência e corrupção, o desemprego está nas alturas, a recessão econômica é a pior dos últimos 80 anos, mas o projeto da Olimpíada foi em frente até o ponto sem volta. Os promotores poderiam ter feito uma "gambiarra" para melhorar a apresentação mas o resultado não foi este.Preferiram manter ainda uma conotação ideológica irreal.

Por falar em voltar, voltemos ao assunto da apresentação.

O tema das etnias que formaram o país que é hoje que foi apresentado. Deu a impressão a quem não nos conhece que o país foi formado por índios que aqui já viviam, por escravos negros, por japoneses e por árabes. E na verdade, o Brasil é talvez até mais que os Estados Unidos, um "melting pot" de etnias mundiais. Um gigantesco grupo étnico da formação brasileira foi ignorado como os imigrantes italianos, alemães, europeus em geral que na verdade foram os maiores construtores da economia do Brasil. Grosso modo, etnicamente, 35% da população é de descendentes diretos de ibéricos, italianos e alemães, 52% são mestiços das mais variadas ascendências, uma mistura de europeus e etnias de outras origens das mais variadas com negros ou índios, 6% são descendentes diretos de negros africanos, 2% de asiáticos, 1% de outras origens européias como as escandinavas e do Leste europeu, 3,5%% de pessoal do Oriente Médio e 0,5% índios puros.Somos de maneira linda,formados por diferentes grupos étnico-raciais que nos marcam em termos culturais, como um dos países onde esta expressão é das mais ricas no mundo. Viva este Brasil! A porcaria é que vivemos uma concepção etnográfica assentada em uma antropologia de visão distorcida pela ideologia de fancaria de gente de miolo mole mais interessada em seus umbigos que no povo.

 No campo da cultura popular, especificamente da música, houve loas aos grandes sambistas de morro o que é ótimo, mas com muito pouca evidência.

No caso da lembrança da bossa nova nascida no Rio de Janeiro, que marcou uma época e até hoje é lembrada no mundo, os produtores pecaram pela falta de informação. Lembraram Tom Jobim (justíssimo), mas esqueceram de Vinícius, de Menescal, de Bôscoli, de Carlos Lyra, de Edu Lobo e outros tantos cariocas que exaltaram a cidade pelo mundo todo através da música.

Teria sido muito mais impactante e respeitoso quando Giselle Bundchen desfilou (e nesse caso, começar com Helô Pinheiro passando a faixa para Giselle), passar no fundo um pout-pourri das músicas e com flashes das imagens dessas personalidades. Afinal, há símbolo musical mais significativo do Rio que além de Garota de Ipanema e Samba do Avião, O Barquinho, Corcovado,  Ela é Carioca e tantas outras? Mas não, essas músicas foram compostas pelos "coxinhas" da época e não são povão, não pode mostrar. Aí a ideologia de fancaria predominou ou a incompetência intelectual valeu o que dá no mesmo.  

Por fim, o apelo à ecologia. O Diretor Fernando Meirelles, todos sabem, foi o marqueteiro de Marina Silva, a rainha da mata. Aí mostrou um tema populista contra a poluição mundial causada pela queima do petróleo mas escondeu aquilo que todo o mundo sabe.  O montão de esgoto "in natura" jogado nas águas da Baía da Guanabara e da Lagoa Rodrigo de Freitas onde os valorosos competidores olímpicos irão navegar atrás de suas medalhas.  Quanta incoerência!

Sem contar a desnecessária presença das bundas no final, absolutamente desnecessárias, da ridícula Regina Casé, da mumificada Elza Soares, de um  Gilberto Gil saído diretamente de uma sessão de hemodiálise, de um Caetano Veloso senil  e cá entre nós, da Anita cantando um clássico de Ary Barroso que não tem nada a ver com o Rio de Janeiro. Jorge Benjor empolgou além de ser um legítimo representante da cidade do Rio de Janeiro mas foi só ele. E Tim Maia, minha gente?