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quinta-feira, dezembro 10, 2009

A verdade dói mas tem que ser dita...

Este post de Reinaldo Azevedo é definitivo. Concordo 100% com o que está escrito e assino embaixo.

"QUEREM COMPARAR GOVERNOS? ENTÃO VAMOS CIVILIZAR OS BOTOCUDOS!"

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 | 5:41

É para ler até o fim, hein!? Tenho uma chavinha de ouro para vocês. Psiu!!! Sem tentação. É para pegar do começo.

De vez em quando, um petista moderado, tentando se distinguir dos petralhas, resolve pegar no meu braço, ousando ser o meu Virgílio e me convidando a visitar um dos círculos do inferno onde o partido aprisiona há 29 anos a reputação de suas vítimas. Sim, o PT tem este formidável poder de reescrever a biografia de seus adversários. Trata-se do Círculo das Reputações Enlameadas. Alguns poucos conseguem, pelo próprio esforço, como fez Eduardo Jorge Caldas Pereira, repor a sua história no devido lugar. E há aqueles que são resgatados pelo próprio PT desde que façam um ato de contrição ou sejam cínicos o bastante para se divertir na tragédia ou na comédia. No segundo caso, está, por exemplo, Delfim Netto, antes tido como uma besta-fera da “direita” e hoje conselheiro informal de Lula. Delfim diz que não mudou. Exemplo maior do primeiro caso é José Sarney. O PT, sempre tão dedicado a enlamear a honra alheia, funcionou, no seu caso, como lavanderia.

Mas volto ao petista que tentou se mostrar civilizado, me chamando até de “Rei” (!!!), muito íntimo, convidando-me a ceder: “Rei, admita que o governo Lula é inquestionavelmente melhor do que o governo FHC e que procede a votação plebiscitária que o PT propõe. Acho que você é um bom analista, mas sua paixão o cega às vezes…”

Ô bilu, bilu!!! Não há a menor chance de o “Rei” se apaixonar, viu? Não estou entre aqueles que sentem o frêmito da atração pelo inimigo. Zero! Você aí, eu aqui. Sem essa de me pegar no braço! “Rei” é uma pinóia! E não, não admito que “o governo Lula é melhor do que o de FHC”, não dito desta maneira, porque esse juízo é coisa ou de energúmenos ou de gente a soldo — e, às vezes, das duas coisas.

O “melhor” expressa um juízo comparativo. Não terá sido o governo FHC — que começou a governar, de fato, já como ministro da Fazenda de Itamar Franco — muito “melhor” do que o governo Collor? Muito melhor, na verdade, do que o governo Sarney ou do que o governo Figueiredo, quando a inflação começou a destrambelhar? O que quer dizer o seu “melhor”? É melhor um governo que assume, sem solavancos, com os fundamentos da economia sólidos — apesar de desajustes de superfície, alguns provocados pelo próprio “risco PT” — do que um outro que pegara o país com uma inflação superior a 2.500% ao ano, conduzindo-a para 5% ou 6%? Não terá sido “melhor” o governo que pegou o país com o custo de vida na casa dos 20% ao mês, derrubando-o para menos de 0,5%? Não terá sido “melhor” o governo que recolocou o país na rota dos investimentos?

Essa afirmação, meu caro falso civilizado, é só mais uma manifestação da delinqüência intelectual a que se dedica permanentemente o petismo. Para que se pudesse sustentar essa superioridade, seria necessário que, em iguais condições, o PT tivesse demonstrado competência ou apuro intelectual potencial ao menos para fazer melhor do que fez FHC. E sabemos bem qual foi a expertise demonstrada pelo partido: opôs-se ao Real, pregava o calote da dívida, o rompimento com o FMI, a rejeição à reestruturação dos bancos, às privatizações e seus investimentos — a tudo, enfim, que colabora para fazer hoje a fortuna crítica do lulismo. Tivesse vencido em 1994, o PT teria destruído o Plano Real. Porque era esta a proposta de Lula: destruir o Real. Era o que pautava a sua campanha.

“Ah, vá falar isso a eleitor, rá, rá, rá”, ri o delinqüente, satisfeito com o seu partido por ter ajudado a deformar a história e feliz porque seu líder sapateia sobre conquistas inegáveis do Brasil.

EU QUERO QUE SE DANE SE A VERDADE QUE DIGO É POPULAR OU NÃO. A mim, basta saber que é verdade; basta saber, e poder escrevê-lo, ao menos por enquanto, que a comparação é obra da mais estúpida vigarice intelectual, coisa de militância política da mais reles, da ignorância mais desprezível.

Num artigo anteontem, afirmei que minha rejeição ao lulo-petismo nada tem a ver com essa conversa mole de “governo deu certo ou deu errado”, governo “melhor ou pior”. Nunca antevi desastres para o governo Lula. Ao contrário: escrevi na revista Primeira Leitura que o PT seria mais conservador se vencesse em 2002 do que seria Serra, então candidato tucano. Está registrado. É documento.

- O que me incomoda no PT é seu ódio mal disfarçado à democracia, daí que viva tentando solapá-la — agora, o partido quer uma Constituinte para fazer a reforma política.

- O que me incomoda no PT é a moral que cria para si mesmo e a moral que defende para os outros — a exemplo de Dilma, anteontem, na festa dos mensaleiros do PT a atacar o mensalão de Arruda.

- O que me incomoda no PT é esse esforço para fazer tabula rasa do passado, destruindo a reputação de qualquer pessoa que não seja útil a seu projeto — a exemplo do que faz com a monumental conquista que foi o Plano Real.

- O que me incomoda no PT é o seu apoio dedicado a todos os vigaristas do planeta,— a exemplo de Mahmoud Ahmadinejad.

- O que me incomoda no PT é a sua admissão prática de que o crime compensa ou é aceitável desde que esteja ancorado numa causa de suposto alcance social — a exemplo de seu asqueroso conluio com o MST.

- O que me incomoda no PT é seu esforço permanente para substituir a sociedade pelo partido, imiscuindo-se em eleições sindicais de trabalhadores e patrões, nos fundos de pensão, na direção das estatais, nas ONGs e, se você deixar, no batizado de seus filhos.

- O que me incomoda no PT, a despeito de seus “universitários”, é a apologia permanente da ignorância, do obscurantismo militante, da barbárie das ruas.

“Governo competente?” Governos têm de ser competentes mesmo. Não serei grato a Lula, escrevo em Máximas de Um País Mínimo, por ele cobrar tão caro por aquilo a que temos direito de graça. Ou nem tanto: pagamos caro para que nos governem. Não tenho de lhe dar nada de adicional.

Um mínimo de honestidade intelectual — e não espero que os petralhas a tenham — indica que as ações do governo FHC e do governo Lula não são comparáveis porque simplesmente são diferentes as circunstâncias em que cada um existiu e os problemas a que cada um respondeu. E tenho uma chave de ouro para o tonto que achou que poderia pegar no meu braço:

Estou certo de que os tucanos, estivessem no governo, não teriam feito, NA ECONOMIA, nada muito diferente do que fizeram os petistas. Mas estou igualmente certo de que, estivessem os petistas no lugar dos tucanos em 1995, e hoje nós seríamos o mais ocidental dos países africanos.

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Polêmica encerrada? Ainda não.

Por César Benjamin

DEIXO de lado os insultos e as versões fantasiosas sobre os "verdadeiros motivos" do meu artigo "Os Filhos do Brasil". Creio, porém, que devo esclarecer uma indagação legítima: "por quê?", ou, em forma um pouco expandida, "por que agora?". A rigor, a resposta já está no artigo, mas de forma concisa. Eu a reitero: o motivo é o filme, o contexto que o cerca e o que ele sinaliza.Há meses a presidência da República acompanha e participa da produção desse filme, financiado por grandes empresas que mantêm contratos com o governo federal. Antes de finalizado, ele foi analisado por especialistas em marketing, que propuseram ajustes para torná-lo mais emotivo.

O timing do lançamento foi calculado para que ele gire pelo Brasil durante o ano eleitoral. Recursos oriundos do imposto sindical - ou seja, recolhidos por imposição do Estado - estão sendo mobilizados para comprar e distribuir gratuitamente milhares de ingressos. Reativam-se salas pelo interior do País e fala-se na montagem de cines volantes para percorrerem localidades que não têm esses espaços. O objetivo é que o filme seja visto por cerca de 5 milhões de pessoas, principalmente pobres.

Como se fosse pouco, prepara-se uma minissérie com o mesmo título para ser exibida em 2010 pela nossa maior rede de televisão que, como as demais, também recebe publicidade oficial. Desconheço que uma operação desse tipo e dessa abrangência tenha sido feita em qualquer época, em qualquer país, por qualquer governante. Ela sinaliza um salto de qualidade em um perigoso processo em curso: a concentração pessoal do poder, a calculada construção do culto à personalidade e a degradação da política em mitologia e espetáculo. Em outros contextos históricos isso deu em fascismo.

O presidente Lula sabe o que faz. Mais de uma vez declarou como ficou impressionado com o belo "Cinema Paradiso", de Giuseppe Tornatore, que narra o impacto dos primeiros filmes na mente de uma criança. "O Filho do Brasil" será a primeira -e talvez a única- oportunidade de milhões de pessoas irem a um cinema. Elas não esquecerão. Em quase oito anos de governo, o loteamento de cargos enfraqueceu o Estado. A generalização do fisiologismo demoliu o Congresso Nacional. Não existem mais partidos. A política ficou diminuída, alienada dos grandes temas nacionais.

Nesse ambiente, o presidente determinou sozinho a candidata que deverá sucedê-lo, escolhendo uma pessoa que, se eleita, será porque ele quis. Intervém na sucessão em cada Estado, indicando, abençoando e vetando. Tudo isso porque é popular. Precisa, agora, do filme.

Embalado pelas pré-estreias, anunciou que "não há mais formadores de opinião no Brasil". Compreendi que, doravante, ele reserva para si, com exclusividade, esse papel. Os generais não ambicionaram tanto poder. A acusação mais branda que tenho recebido é a de que mudei de lado. Porém os que me acusam estão preparando uma campanha milionária para o ano que vem, baseada em cabos eleitorais remunerados e financiada por grandes grupos econômicos.Em quase todos os Estados, estarão juntos com os esquemas mais retrógrados da política brasileira. E o conteúdo de sua pregação, como o filme mostra, estará centrado no endeusamento de um líder. Não há nada de emancipatório nisso.Perpetuar-se no poder tornou-se mais importante do que construir uma nação.

Quem, afinal, mudou de lado? Aos que viram no texto uma agressão, peço desculpas. Nunca tive essa intenção. Meu artigo trata, antes de tudo, de relações humanas e é, antes de tudo, uma denúncia do círculo vicioso da extrema pobreza e da violência que oprime um sem-número de filhos do Brasil. Pois o Brasil não tem só um filho.Reitero: o que escrevi está além da política. Recuso-me a pensar o nosso país enquadrado pela lógica da disputa eleitoral entre PT e PSDB.

Mas, se quiserem privilegiar uma leitura política, que também é legítima, vejam o texto como um alerta contra a banalização do culto à personalidade com os instrumentos de poder da República. O imaginário nacional não pode ser sequestrado por ninguém, muito menos por um governante. Alguns amigos disseram-me que, com o artigo, cometi um ato de imolação. Se isso for verdadeiro, terá sido por uma boa causa.


César Benjamin, 55, militou no movimento estudantil secundarista em 1968 e passou para a clandestinidade depois da decretação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro desse ano, juntando-se à resistência armada ao regime militar. Foi preso em meados de 1971, com 17 anos, e expulso do país no final de 1976. Retornou em 1978. Ajudou a fundar o PT, do qual se desfiliou em 1995. Em 2006 foi candidato a vice-presidente na chapa liderada pela senadora Heloísa Helena, do PSOL, do qual também se desfiliou. Trabalhou na Fundação Getulio Vargas, na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na Prefeitura do Rio de Janeiro e na Editora Nova Fronteira. É editor da Editora Contraponto e colunista da Folha. Artigo publicado na Folha de S. Paulo de 2 de dezembro.

Comentário meu: Acompanhei a polêmica criada pelo primeiro artigo de Cesar Benjamin e o artigo dele acima é o desfecho deste capítulo. Concordo com ele. Foi por uma boa causa. A causa da liberdade e da democracia.O problema é que o Brasil de hoje, pelo menos dos 80% que dizem apoiar Lula, me parece estar dividido entre corruptos, ingênuos, deslumbrados, aproveitadores e os piores, os mal-intencionados que querem transformar o país no país do Estado Único, totalitário, à maneira dos Mussolinis,Hitlers,Castros, Pérons e mais recentemente, dos Ahmahinejads, Chavez,Ortegas,Morales e outros.

segunda-feira, novembro 30, 2009

Assim como o mensalão do PT em 2004, o mensalão ou caixa 2 , se preferirem, do governo de Brasília é real e mais que comprovado pelos vídeos. E mesmo tendo sido uma "vendetta" do assessor de Arruda, não há desculpas panetônicas que anulem a culpa do governador no caso. O governador Arruda é culpado seja por ação ou por omissão. E tem antecedentes, lembram-se?

Para mim, cabe ao DEM expulsá-lo já que ele não irá pedir seu desligamento do partido. Bem fazem o PDT, PPS, PSDB que saem fora do governo para não serem envolvidos na exploração política que certamente virá na campanha de 2010. Bem fará o DEM se tomar a atitude da retirada do governador de seus quadros o mais rápido possível. Caso contrário, será cúmplice da sacanagem e merecedor da execração não só dos adversários como de seus eleitores.

Portanto, CAI FORA, ARRUDA!

sexta-feira, novembro 27, 2009

O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base. Os orgulhosos padrinhos foram,primeiro, o general Golbery do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposição brasileira. Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT.

Foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista que foi o general Golbery.

Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento de um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.

O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.O PT lançava e elegia candidatos, mas não "dançava conforme a música". Não fazia acordos, não participava de coalisões, não gostava de alianças.

Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas. O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto.

Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros. Tudo muito chique, conforme o figurino.E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República.

Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas.

Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas. A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plínio de Arruda Sampaio Júnior. Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloísa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.

Os militantes ligados à Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida Frei Betto. E agora, bem mais recentemente, o senador Flavio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica. Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT? Os sindicalistas.

Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64.

Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República. Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado. Cavando benefícios para os seus. Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios.

Além do governo federal, naturalmente. *É o triunfo da pelegada!*

Comentários meus:

1- Este texto é atribuído a Lúcia Hippolito mas não sei se é dela . Mesmo que não seja, é muito elucidativo.

2-O velho PTB era composto de uma súcia de aproveitadores que usavam a ingenuidade política dos trabalhadores da época para fins escusos. O PT ampliou seu campo de ação. Usa a ingenuidade da maioria do povo brasileiro para os mesmo fins.

E agora seu Kassab? Como fica? Posso passar a lhe chamar de Kassabtaxa?

PNBE CONTRA O AUMENTO DA CARGA TRIBUTÁRIA

São Paulo, 19 de novembro de 2009 - O PNBE - PENSAMENTO NACIONAL DAS BASES EMPRESARIAIS se manifesta contra o aumento do IPTU na forma proposta pela Prefeitura, com fundamento na valorização dos imóveis de determinadas áreas da cidade.

Para Percival Maricato, 1º Coordenador da entidade e Mario Ernesto Humberg, 2º Coordenador, qualquer aumento de tributo, ante a já extorsiva carga paga pelos contribuintes aos entes públicos: prefeituras, estados e União, não pode ser considerada justa. O aumento previsto pela municipalidade paulistana chega a ser extorsivo, se for verdade o que dizem os jornais.

Há algum tempo atrás, a sociedade se organizou e derrubou as taxas impostas pela Câmara Municipal, na gestão Martha Suplicy. Recolhemos e entregamos 200 mil assinaturas na Cãmara Municipal. As taxas foram revogados e a Prefeitura continuou administrando a cidade. A mobilização social volta a ser relevante, para impedir esta nova tentativa de aumento da carga tributária.

Ninguém deve se iludir com um aumento insignificante de isenções para alguns contribuintes, nem deve acolher sem ponderações, argumentos como o de valorização de áreas por passar a ser servida por metrô, etc.

O uso do sistema tributário para distribuir renda e benefício, pode ser aceito, com critérios de justiça. O metrô e outros benefícios só são possíveis justamente em decorrência dessa mesma carga tributária existente. Eles são pagos pelos contribuintes e não pela prefeitura.

Se uma área é valorizada e outra não, sendo os impostos recolhidos com contribuições do conjunto da população, o justo é que se os imóveis valorizados irão pagar mais, um benefício equivalente deve ser transferido para os que não foram valorizados. Dessa forma, mantém-se o equilíbrio entre o que fica com os cidadãos, da riqueza social produzida e com o que fica com o erário público.

Por esses motivos, o PNBE pede se manifesta contrário ao aumento da carga tributária total imposta pela prefeitura e apela ao Sr Prefeito e srs Vereadores que ouçam a população, com atenção, antes de qualquer decisão.

O PNBE é uma entidade não-governamental, de âmbito nacional, formada por empresários de todos os ramos da atividade econômica e de todos os portes de empresa, que lutam pelo aprofundamento da democracia, pela ética, pelo desenvolvimento e pelo amplo exercício dos direitos da cidadania no Brasil. É a única entidade empresarial que congregam empresários e executivos enquanto pessoas físicas e não empresas, destacando-se por não ser uma organização corporativa e sim comprometida com o desenvolvimento da sociedade como um todo. Sua ação busca transformar o país que temos no país que queremos: socialmente justo, economicamente forte, ambientalmente sustentável, politicamente democrático e eticamente respeitável, como define seu Projeto Brasil 2022.

domingo, novembro 22, 2009

Ainda a repercussão sobre a censura

Olhem bem para esta foto. Este é o deputado que se diz a favor da liberdade de imprensa e da livre manifestação da expressão. Guardem bem sua cara. Ele responde a 95(!!!) processos na Justiça do Mato Grosso por improbidade e malversação de dinheiro público. Bateu o recorde de Maluf. E diz por aí que os blogueiros censurados querem denegrir sua imagem e sua honra.

domingo, novembro 15, 2009

A volta da censura aos blogs


Mais uma vez, um blog é censurado somente por divulgar notícias sobre malfeitos de parlamentares(até parece que negócios escusos de políticos são coisa rara no Brasil não é?).

O Estou de Olho está solidário com Adriana Vandoni. Leiam mais AQUI .

quarta-feira, novembro 11, 2009

O governo Lula será lembrado por ter provocado dois grandes apagões.

O primeiro foi o apagão moral com o mensalão, os gastos com cartões corporativos, as alianças com os corruptos de sempre.

E agora, o apagão de verdade. Que Lula poderá se vangloriar de ter sido muito melhor que o apagão do governo anterior pois não foi só nacional, mas internacional, durou muito mais e aconteceu numa época em que as represas estão cheias, num horário fora do pico de consumo. Neste caso não podemos acusar o governo de falta de planejamento. Foi sim, falta inquestionável de competência.

domingo, novembro 08, 2009

Eu também quero sabotar Lula-II (e outros assuntos)

Ontem, Lula ao discursar para os comunas do PC doB em SP, lá pelas tantas despirocou de novo e passou a agredir a seus críticos, especialmente FHC e Caetano Velloso. O primeiro por escrever artigo no Estadão, mostrando de forma clara o lado autoritário do presidente de plantão e sua tentativa de continuísmo no rumo da consolidação do projeto de poder populista e sindicalista, junto com seus companheiros.
O segundo, por dar entrevista no mesmo diário, comparando Marina Silva e o Apedeuta (há quanto tempo não uso esta palavra...) , chamando-o de analfabeto e grosseiro.É certo que Lula não é analfabeto, é somente iletrado. Iletrado por não ter estudado o suficiente embora tenha tido oportunidade mesmo que tardia e só saber das coisas "de ouvido" como também, por comer as letras nas palavras que profere. Mas Lula é grosseiro, sim. Haja vista a resposta que deu tempos atrás a um manifestante no Rio de Janeiro que declarou que não votou nele. "Não preciso do seu voto!" disse o Apedeuta ao cidadão, entre gargalhadas dos puxa-sacos à sua volta (o vídeo está aqui no YouTube). Mas Lula é mais que grosseiro. É malandro e dos mais sagazes. Porém toda malandragem tem seu ponto fraco e o ponto fraco de Lula é sua soberba, sua pretensa auto-afirmação, auto-confiança. Por não aceitar a crítica, acaba abrindo a guarda e se expondo. O caminho para melhor sabotar Lula é exatamente este. Criticá-lo sempre, mesmo que eventualmente venha em raras ocasiões a merecer elogios. Enfim, usar as mesmas armas que ele e seus companheiros usaram durante duas décadas contra seus adversários.

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Mudando de pato para ganso, a idade vai aumentando e às vezes a saudade de tempos melhores me dói. Sobre isso, leiam clicando no link um bom artigo de Orlando Sabka no blog da Adriana Vandoni. "Tudo mudou"

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Estudante é expulsa pelos Talibans da UNIBAN por usar mini-saia

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