
A nova série – A CONQUISTA se passa 25 anos depois a partir de 2003, quando finalmente os tranbikeiros chegam ao poder nessa grande nação tropical.
Conheçam os personagens principais e os 5 episódios anteriores a partir deste link(cliquem para ler).
Epísódio 6 – ENFIM, NO PUDÊ!
Durante 25 anos (2,5 crocks na contagem de tempo deles) , os invasores de Tranbik seguiram fielmente o seu projeto de poder. Montaram o Partido dos Tranbikeiros, se infiltraram no meio dos trabalhadores da indústria local através de seus sindicatos, onde Molluska com o codinome Lul-La, rapidamente se tornou popular e líder da turma. Promoveram um monte de agitações, greves, passeatas, reinvindicações e se tornaram conhecidos pela população como os pretensos defensores dos pobres e oprimidos. Louis Gushy e Rick Vigaristoini haviam se infiltrado no meio dos bancários, Libanik no meio religioso, Zex Genuine na guerrilha (onde foi preso pelos militares no poder e se safou dedurando seus companheiros de guerrilha) e Suplyssysky na alta burguesia local juntamente com sua mulher Martax, onde serviram de informantes do Partido dos Tranbikeiros.
Zex Tranbik que havia vaporizado com sua arma desintegradora o jovem revolucionário em Cuba, assumiu sua identidade e com a anistia começou a se infiltrar no meio político local. Depois de um tempo, todos eles conquistaram popularidade suficiente e liderança política no meio da massa trabalhadora ignara, a ponto de se elegerem em cargos políticos importantes. A próxima etapa agora que estavam no centro do poder, era agir contra tudo e contra todos, sem se importarem com o mérito do assunto. Quanto pior, melhor. Criaram um código de comportamento próprio que consistia em se auto-proclamarem éticos e honestos, embora na realidade não agissem assim. Seus gritos de guerra e máximas preferidas eram : “Eu sou do contra!” , “O povo trabalhador, unido! Jamais será vencido!” , “Fora FMI!” , “Abaixo a burguesia!” . O país tropical passava por uma desestabilização econômica e inflação altíssima. A desigualdade social aumentava a olhos vistos e era o caldo de cultura ideal para sua manipulação prosperar, imaginavam os tranbikeiros.
Porém, com o correr do tempo, eles perceberam que esta tática radical não estava dando certo. Nem 30% do povo os ouvia e aceitava suas idéias. O país saiu da ditadura e os políticos locais que chegaram ao poder, com vários planos mirabolantes de estabilização seguidos e com uma política franciscana do tipo "é dando que se recebe" , iam enrolando o povo até que um líder local conseguiu finalmente implantar um sistema econômico que funcionava. O país começou finalmente a entrar nos eixos e o falatório radical dos tranbikeiros corria o risco de se perder no vazio.
Numa de suas assembléias intermináveis na sede do Partido dos Tranbikeiros, Molluska junto a sua inseparável garrafa de cachaça num lampejo de sabedoria, declarou: “Acordei brabo hoje.Si nóis num pode cumbatê eles, vamu nus juntá a eles! Sem medo de sermo felis!” . Foi ovacionado. Nunca antes nesse partido se ouviu uma frase tão brilhante. Não era à toa que Molluska era o líder. Suas frases de efeito sempre conquistavam os corações e almas dos militantes.
E assim foi feito. Durante mais de um crock(dez anos), ao mesmo tempo que uma parte dos tranbikeiros continuava com a postura radical assustando investidores, tentando desestabilizar o país, outra parte entre eles Molluska, passou a prometer ao povo tudo aquilo que os políticos locais prometiam e com isso numa disputa eleitoral, finalmente conseguiram chegar ao poder.
O líder máximo de Tranbik, Molluska agora com o codinome Lul-Lala, tornou-se Presidente da República Tropical. Essa vitória corria o risco porém de se transformar numa vitória de Pirro pois os tranbikeiros não tinham maioria no Congresso do país. Então Zex Tranbik o ex-Primeiro Ministro de Tranbik agora nomeado Chefe Geral da Tranbikagem mais uma vez, veio com a solução.
(continua no próximo episódio)
Nota do autor: Esta é uma obra de ficção.Qualquer semelhança com fatos verdadeiros ou pessoas será mera coincidência


