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terça-feira, outubro 19, 2010

O engodo sob forma de pesquisa




farsa


Impressionante como determinados institutos de pesquisa se prestam ao papel de pau-mandado do lulo-petismo. O mais descarado deles é o Vox Populi, que não está interessado coisíssima nenhuma em aferir a intenção de votos dos brasileiros.

Esmera-se em produzir números artificiais, para que a candidatura contratante para que alardeie que vai ser eleita com os pés nas costas, como aconteceu no primeiro turno, com a criatura. Só isto explica os 12 pontos fantasiosos que a última pesquisa do Vox deu de vantagem para Dilma. É preciso ser muito tolo para acreditar nesta missa encomendada. Ibope, Sensus e Datafolha apresentaram resultados completamente distintos.  Os dois primeiros buscaram ao menos fugir um pouquinho da desmoralização que sofreram no primeiro turno.
Maracutaia
Ontem, quando divulgamos a nota “Fala sério”, já prevíamos que vinha aí uma maracutaia sob a forma de pesquisa. Não porque Pitacos tenha bola de cristal, nem disponha de informação privilegiada sobre a questão. Mas porque este foi o papel nefasto que o Vox desempenhou no primeiro turno. Como lembramos ontem, seu tracking, quatro dias antes da eleição, chegou a dar Dilma com 54% e Serra com 21%.
Em matéria de ufanismo petista, o Vox Populi é incorrigível. No dia 29 de setembro, o instituto divulgou uma pesquisa na qual Dilma tinha 12 pontos de vantagem sobre todos os candidatos. Muitos petistas acreditaram nesta fantasia e passaram a comemorar a vitória que não veio. A decepção veio a cavalo.

São os mesmos 12 pontos que agora o instituto de Marcos Coimbra diz ser a frente de Dilma em relação a Serra. Para efeito de propaganda eleitoral, a fabricação de resultados artificiais pode até ter a sua função. Fica muito bem na propaganda televisiva. Mas para orientação de campanha, se ela confia nos dados, é um desastre. Nesta altura do campeonato, não são conhecidos formadores de opinião, doadores de campanhas e forças políticas que dêem crédito ao instituto de Belo Horizonte.
Indução ao erro
Lula acreditou na seriedade dos números do Vox Populi. Foi surpreendido por um segundo turno que não estava nos seus planos. Sobrou para Marcos Coimbra, que levou um tremendo esporro do caudilho, por induzi-lo à ilusão. Parece que ele não seguiu os conselhos do mestre.

Diga-se de passagem que em 2008 Aécio Neves também deu um tremendo puxão de orelha no presidente do Vox Populi. Contratado pelo então governador mineiro, o Vox Populi fez pesquisas que provavam “cientificamente” a vitória de Márcio Lacerda já no primeiro turno. Isto não aconteceu. A campanha do candidato apoiado por Aécio teve que suar muito a camisa para vencer no segundo turno.

Existe uma questão de fundo nesta história toda, que remete à relação entre ética e pesquisa. É legítimo que um instituto seja contratado por um partido ou por uma campanha e ao mesmo tempo realize pesquisas “independentes” que são divulgadas por órgãos de informação e apresente resultados diferentes?
Serviço para vários senhores
Isto ocorre nesta campanha com o Vox Populi e com o Ibope, que também foi contratado pela campanha de Dilma. É óbvio que tais institutos tendem a agradar o “cliente”, seja de que quadrante for. Se produzirem resultados preocupantes, é quase certo que levarão um pé no traseiro. E mesmo quando eles estiverem próximos do mundo real – no caso do Vox, isto é de uma raridade atroz – seus números ficam sob suspeita, em decorrência de sua dependência do partido ou candidato que também o contratou.

Das duas, uma. Ou suas pesquisas tornadas públicas são infladas para servir à propaganda do partido a que está a serviço, ou o instituto apresenta número falso aos seus clientes, o que praticamente dá no mesmo.

Na eleição de 2006 tivemos um exemplo disto. Contratado pela campanha de Alckmin, o Ibope apresentava números díspares entre os que divulgava na TV Globo e os que apresentava para a campanha de Geraldo. O Brasil não tinha se movido de lugar. Nem a população. O período da coleta era comum às pesquisas. A metodologia, em tese, idem. Já os resultados ....

Claro que o Ibope vendeu “pesquisa paraguaia” ao tucano. Induziu o candidato ao erro, porque várias de suas ações de campanha tinham por base os números da pesquisa.
Há exceções, honrosas
Louve-se a independência de um Datafolha, que não aceita ser contratado por nenhuma campanha. Este instituto não está isento de erros, mas, se os cometer, não será por estar a serviço desta ou daquela campanha.

tracking pitacosDestaque-se o tracking tucano. Não é peça de propaganda. Sua confiabilidade está nos números e prognósticos que divulgou nas vésperas do primeiro turno em 2006 e em 2010. Acertou na mosca. Não tem bola de cristal, mas apenas coragem de representar e mostrar a realidade, favorável ou não. Quando errou, e aconteceu, deveu-se a amostras inconsistentes, que foram resolvidas logo a seguir. Agora, na reta final, o tracking está comedido ao extremo, temeroso de que seus números ligeiramente favoráveis produzam uma fatal sensação de “já ganhou”, quando a disputa será resolvida no olho clínico e exige corpo a corpo dos oposicionistas ainda maior do que no primeiro turno.
Mais dos mesmos
Neste segundo turno, volta à cena a “guerra psicológica adversa”. Institutos a serviço do lulopetismo apresentarão pesquisas turbinadas, nas intenções de voto em Dilma. A finalidade é meramente propagandística. Ela não só “estancará” a sangria, mas inclinará para cima sua curva de intenções de voto, deixando José Serra a ver navios. Já vimos este filme no primeiro turno. Trata-se de criar um clima do “já ganhou”, para fazer um arrastão nos eleitores menos informados.

O engodo está armado.

Cabe aos oposicionistas denunciá-lo à sociedade e não deixar que a empulhação de institutos de aluguel leve à paralisia da sua militância e de seus eleitores.

Ontem foi o Vox Populi que se prestou a este papel. Outros institutos farão o mesmo, na crença de que, por este caminho, agradarão ao “Rei” e garantirão, assim, a sua fatia nas encomendas estatais no mundo das pesquisas, caso o oficialismo permaneça no Planalto depois de primeiro de janeiro.
PS: vale a pena a leitura do artigo “Os falsários”, de Demétrio Magnoli, que Pitacos publicou. Desmascara o dolo de institutos venais, sem meias-palavras, e questiona a metodologia das pesquisas de campo baseadas no sistema de cotas. Imperdível. Para ler, clique aqui.

quinta-feira, maio 20, 2010

Depoimento interessante de um blogueiro

Ontem fui com Dona Chica a um show do Guilherme Arantes. Não aguentando tranquilo o calor no salão e a demora em começar o espetáculo, dei uma saidinha pra fumar. Lá fora encontro um dos maiores empresários da região, homem riquíssimo, dono de postos de gasolina e fazendas de café. Eu sei quem ele é e ele sabe quem sou, embora jamais tenhamos sido apresentados ou sequer trocado um cumprimento. Na solidariedade tácita entre fumantes, os párias da sociedade moderna politicamente correta, engendramos um papo sobre política. De cara ele já foi vomitando seu ódio contra o atual presidente e sua política econômica mais de propaganda do que de resultados. O empresário havia acabado de assistir ao Jornal Nacional e ainda não havia deglutido a oferta de Lula a mandar ajuda econõmica para a Grécia. Como mandaríamos U$ 200 milhões – confesso que não vi qualquer alusão a essa quantia, mas foi a que ele citou – para um país com quem temos insignificantes relações comerciais, políticas ou culturais, quando o país tem carência em toda a infraestrutura e sempre alega falta de recursos? O homem estava indignado a tal ponto que minha indignação parecia birra de menino mimado. A prosa, sabe-se lá por que liame, logo emendou com uma reunião que havia acontecido entre produtores rurais e a equipe do governador, Jaques Wagner, mais um petista que escuda-se mais no fiosologismo sindicalista-peista do que na competência administrativa. Nada tinha a ver com o fato do governador fazer o maior carnaval com sua vinda a Porto Seguro para entregar 30 casas num município que tem carência de algumas centenas de moradias, mas com a conversa que tivera com o deputado federal Sérgio Carneiro, filho do senador pedetista João Durval e do prefeito de Salvador, também pedetista, João Henrique. Sérgio, numa das espertezas das oligarquias familiares, é petista. a família usa a velha tática dos peemedebistas que se dividem para ganhar sempre. Além dos dois, fazia parte da rodinha um fazendeiro paulista, vizinho de fundos de uma fazenda do lulinha, o filho pródigo de Lula, que consegue fazer fortuna em tempo recorde, mesmo nunca tendo batido prego num mamão. O paulista dizia, sem saber quem é Sérgio Carneiro, que Lulinha estava comprando todas as fazendas que faziam fronteira com a sua e que a sua era a próxima a ser comprada, segundo lhe mostrara num mapa, um dos assessores do lulinha, filho daquele mentiroso compulsivo que, por vinte anos, pregava publicamente, contra os latifúndios. o fazendeiro paulista, porém, afirmava que não venderia suas terras por qualquer preço e sob qualquer ameaça ou chantagem, táticas que, segundo ele, foram usadas por Lulinha para convencer os demais vizinhos a lhe venderem suas terras. Sérgio Carneiro, na cegueira típica dos sectários venais, partiu em defesa do “primeiro filho”, que o rapaz era de boa índole e não tinha essas fazendas todas. Como resposta recebeu um cala a boca pela frente. Teria dito o paulista, “o senhor não sabe de nada, deputado. Pode entender das fazendas que o sen hor e sua família tem em Feira de Santana, mas nunca foi à fazenda do Lulinha em qualquer um daqueles aviões e helicópteros que aterrissam diariamente por lá”. O deputado saiu de fininho ao perceber que não estava falando com bêbados de um boteco, mas com empresários que conhecem o país e é quem, de fato, constroi o país, negando a empáfia de Lula que é seu governo quem leva o Brasil pra frente, mesmo havendo governo desse naipe. O último tópico da nossa conversa foi sobre a geração de empregos e o cafeicultor terminou me dando razão no que venho dizendo há meses. O governo se vangloria do fato de ter gerado 12 milhões de empregos, o que de fato não aconteceu. aliás, pode até ter acontecido, mas aí vem uma questão de semântica para contrariar as estatísticas oficiais. Precisa-se diferenciar emprego de ocupação temporária. Mesmo os empregos que Lula e sua gang distribuíram entre os amigos despreparados e sindicalistas – o que quase significa a mesma coisa – na máquina governamental, mas que poderão ser devolvidos no próximo governo, os números não são verdadeiros e isso pode ser comprovado pelo número crescente de pedidos de seguro-desemprego. Esse número, aliás, não é divulgado e nem a imprensa vai atrás para revelar a verdade. Meu interlocutor dizia, “só nessa semana eu assinei 350 carteiras de trabalho e devo assinar mais 350 nas duas próximas semanas, mas é só para a colheita do café. daqui a dois meses esse povo todo vai estar desempregado de novo, mas essas estatísticas o governo não revela”. E é justamente isso que sempre digo. Se o governo contrata duzentos homens para construir 30 casas populares, como as que o governo da Bahia entregou em Porto seguro, esses mesmo duzentos homens estarão novamente desempregados findada a construção. Assim é na lavoura, na construção civil, no comércio em épocas festivas como os 8 dias das mães, oito dias dos pais, sete Natais, oito carnavais, quinze férias escolares e em várias outras atividades sazonais. Numa coisa esse governo é deveras campeão, na propaganda. Mesmo sem provas que corroborem seus milagres econõmicos e sociais, o governo Lula consegue emplacar todas suas mentiras como se palavras divinas fossem.

terça-feira, janeiro 30, 2007

A verdade completa

As mentiras mais perniciosas são as que
se beneficiam do emprego de meias verdades,
pois elas somente podem ser refutadas por quem
seja capaz de lhes acrescentar as metades suprimidas.

Carlos Hernán Tercero


Isto posto, muitas das frases e trechos de discursos de Lula et caterva nós sabemos, são na realidade meias verdades. Assim me reservei o direito de completar algumas dessas frases com as metades por ele suprimidas.As meias verdades dele estão em vermelho.Eu completei em azul.


“Nunca antes neste país” houve tanta distribuição de renda
, ás custas dos impostos pagos pela classe média que empobreceu mais de 10% nestes últimos 4 anos.

"Nunca antes neste país os bancos tiveram tantos lucros
, os impostos escorcharam tanto o bolso do contribuinte, contradizendo a promessa que me conduziu à vitória em 2002.”

“Nunca antes neste país” mais crianças foram matriculadas na escola;(isso eu sabia mas não disse) que o índice de crianças matriculadas passou de 88% em 1994 para 97% em 2002. Hoje continua em 97%.Não mudou nada.Eu menti para vocês.

“Nunca antes neste país” extraiu-se mais petróleo , resultado de uma política de longo prazo da Petrobrás, que se iniciou em 1978 no governo Geisel, acelerada com a descoberta das reservas da bacia de Campos e Santos, na década de 90.

“Nunca antes neste país” se combateu tanto a corrupção. Em compensação, nunca antes neste país se viu tantos políticos comprando e vendendo votos.Nunca antes neste país se viu tantas pessoas ligadas em linha direta a um presidente da República passando por acusações gravíssimas de corrupção e uso indevido de privilégios na distribuição dos cargos públicos. Nunca antes neste país se ouviu tanta mentira diante das Comissões Parlamentares de Inquérito do Congresso Nacional. Nunca antes neste país se viu tantos políticos renunciando a seus mandatos a tempo de não serem cassados e irem para a televisão como réus confessos, pedindo mais uma chance.

No nosso primeiro governo, conseguimos implantar um modelo de desenvolvimento firmado na estabilidade, no crescimento do emprego e do salário, na diminuição da pobreza e na melhoria da distribuição de renda.” Esse modelo de desenvolvimento é comumente chamado de Plano Real, do qual copiamos a idéia. Mas saibam meus amigos, que nunca antes neste país a máquina governamental ficou tão inchada, mas também nunca neste país a indústria interna foi tão assolada pelas importações, produto de uma política de controle de juros e da supervalorização “irreal” do real.

Em que momento de nossa história tivemos uma conjugação tão favorável e auspiciosa: de inflação baixa; crescimento das exportações; expansão do mercado interno, com aumento do consumo popular e do crédito; e ampliação do emprego e da renda dos trabalhadores?Eu respondo a vocês: No início do Plano Real em 1994/1995, no Plano Cruzado em 1984, entre os anos de 1970 e 1977, no chamado “milagre brasileiro”.

“O trabalhador brasileiro ainda não ganha o que realmente merece, mas temos hoje um dos mais altos salários mínimos das últimas décadas, graças ao dólar hipervalorizado e os trabalhadores do funcionalismo público ligados à CUT obtiveram ganhos reais em 90% das negociações salariais nestes últimos quatro anos, aumentando os gastos do governo às custas do erário .

“Criamos mais de 100 mil empregos por mês com carteira assinada, sem falar das ocupações informais e daquelas geradas pela agricultura familiar, totalizando mais de 7 milhões de novos postos de trabalho.Explicando melhor, os empregos com carteira assinada totalizaram 4,5 milhões.Os 2,5 milhões gerados na informalidade e na agricultura familiar, meus amigos, é mero chute meu.Por outro lado, essa quantidade de empregos não foi suficiente para diminuir a taxa de desemprego no Brasil, que hoje é exatamente igual à do final do governo anterior ao meu.

“O Brasil é uma nação mais respeitada, com inserção criativa e soberana no mundo.Não sei porque não me deram muita bola em Davos. Acho que é inveja”

“O fornecimento de energia nos próximos dez anos está garantido pelos projetos em andamento e pelos novos e ambiciosos projetos que serão licitados em 2007.É importante avisar que estes projetos só começarão a gerar energia, caso concluídos e se a iniciativa privada topar, a partir de 2012.”

“O Bolsa Família, principal instrumento do Fome Zero --saudado pelas comunidades pobres e criticado por alguns setores privilegiados-- teve duplo efeito. Por um lado, retirou da miséria milhões de homens e mulheres que com esse dinheiro, conseguiram comprar 2 cestas básicas por mês para uma família de 4 pessoas.Por outro lado, empobreceu a classe média antes privilegiada, que acreditem, um dia vai ter que aderir ao Bolsa-Família.Mas eu também soube que muitos preferiram comprar com esse dinheiro, telefones celulares pré-pagos ou TV de 29 polegadas em prestação nas Casas Bahia em vez de comida.