Me enganem que eu gosto. Me lembra a piada antiga do sujeito que senta ao lado da moça bonita no avião e tenta a cantada. "Por um milhão de dólares, você faria amor comigo?" Ela responde: "Pensando bem, por todo este dinheiro, sim." O sujeito insiste: "E por 10 dólares?" A moça se indigna e responde: "O senhor pensa que sou uma prostituta?" E o sujeito declara: "Isso você já respondeu na primeira pergunta. Agora, é só uma questão de preço".
O discurso de posse do titular da nova Secretaria das Ações a Longo Prazo(SEALOPRA) será em tom de desculpas ao Presidente Lula. Se ele ainda não escreveu o discurso, sugiro que pegue o texto dele mesmo, retirado de seu site na Internet e reescreva conforme abaixo.
"Afirmo que o governo Lula é o mais competente de nossa história nacional. Competência tanto mais positiva por servir à conciliação de congressistas, à ação competente da Polícia Federal e das agências reguladoras, à seriedade dos partidos políticos e à tentativa de harmonizar qualquer instituição do Estado que venha se contrapor a seus belos feitos.
Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente a re-reeleição do presidente. As falsas provas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade não asseguram sua condenação em juízo. São, mais do que insuficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente respeitou as instituições republicanas. Não se envolveu, e não deixou que seus mais próximos se envolvessem, em disputas e negócios privados. E comandou, com olhos abertos, um aparato político que não deixou que se trocasse dinheiro por poder e poder por dinheiro e que nunca tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de eventuais abusos.
Afirmo que a aproximação do fim de seu mandato em 2006 não foi motivo para declarar o impedimento do presidente, e reconheço que não houve gravidade nos crimes de responsabilidade que a imprensa diz que ele cometeu e não há perigo de que a repetição desses crimes contamine a eleição vindoura. Quem diz que só aos eleitores cabe julgar compreende as premissas do presidencialismo e leva a Constituição a sério.
Afirmo que cumpririam seu juramento constitucional e demonstrariam lealdade para com a República os mandatários que, em nome de lealdade ao presidente, deixassem de exigir seu impedimento. No regime republicano a lealdade às leis não se sobrepõe à lealdade aos homens.
Afirmo que o governo Lula não fraudou a vontade dos brasileiros nem radicalizou o projeto que foi eleito para substituir, nem ameaçou a democracia com o veneno do cinismo. Ao manter o Brasil no país continental em desenvolvimento que menos cresce, esse projeto não impõe mediocridade aos que querem pujança.
Afirmo que o presidente, trabalhador e laborioso, sempre atento aos negócios do Estado, sempre pronto a resolver tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria sabedoria, mostra-se altamente apto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou.
Afirmo que a oposição praticada pelo PSDB é impostura. Acumpliciados nos mesmos crimes e aderentes ao mesmo projeto, o DEM e o PSDB são hoje as duas cabeças do mesmo monstro que sufoca o Brasil. As duas cabeças precisam ser esmagadas juntas.
Afirmo que as bases sociais do governo Lula são os trabalhadores sindicalistas, a quem se transferem os recursos justamente retirados do trabalho e da produção, e os desesperados, a quem transferem com propriedade, a inclusão econômica e a informação política. E que seu inimigo principal são as classes médias e a imprensa, cuja incapacidade para esclarecer a massa popular afetará, mais do que nunca, o futuro da República.
Afirmo que a repetição perseverante dessas verdades em todo o país acabará por acender, nos corações dos brasileiros, uma chama que retirará das cinzas um sistema que será intocável e perpétuo.
Afirmo que, no 15 de novembro de 2010, o dever de todos os cidadãos é reafirmar o direito de presidir as comemorações da proclamação da República aos que não corromperam e recuperaram as instituições republicanas."
Sugiro uma adição a este discurso: "SOU VENDIDO, MAS QUEM NÃO É?
(Este senhor é um brasileiro nato que renegou sua origem brasileira. Vive nos Estados Unidos, fala português com sotaque alienígena e se fez eminente professor de Direito em Harvard. Condolências aos americanos por terem uma figura esquisita educando seus filhos. Francamente gente, me considero muito melhor que este senhor, só por uma única característica. Sou coerente e não mudo de lado. Sou anti-petista ferrenho e anti- político ladrão e incompetente, seja de que lado estiver. Do jeito que estão as coisas hoje, sou anti- todos que estão no poder e "anti-uma grande parte da oposição".
Mas o senhor Unger deve ter sido acometido do mal de Alzheimer, ou do mal da compra de consciências em plena execução neste governo. Ex-assessor de Brizola, ex-assessor de Ciro (Le)Gomes em 2002, pediu o "impeachment" de Lula em 2005 e considerou o Apedeuta como maior corrupto do Brasil. Agora se desmente. Figura ignóbil. Desprezível. Ser humano da mais baixa categoria.