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sábado, dezembro 15, 2007

Pouca gente faz 100 anos de idade...


...e destes poucos, pouquíssimos se destacam. Oscar Niemeyer é um deles.
Figura controversa entre os seus colegas de profissão pelo arrojo de suas idéias, um dos últimos comunistas idealistas da humanidade que se diferencia dos outros por ser coerente e honesto, Oscar é gente muito boa. Convivi com ele durante 6 anos nos projetos do Memorial da América Latina, no Sambódromo de São Paulo, no Teatro Estadual de Araras, no Centro Administrativo de Osasco e em outros projetos.(em março deste ano escrevi AQUI um pouco sobre esta convivência)
A obra acima causou um rumor incrível e eu havia sido envolvido por uma imprensa marrom e mal intencionada que queria atingir uma terceira pessoa através de nós. Oscar partiu em minha defesa que também era a dele. Nem precisava me defender mas o fez.

Oscar é antes de tudo um bom ser humano. Minha trajetória profissional tomou outro rumo e há 15 anos não o vejo embora todo dia 15 de dezembro me lembre dele.

Esta dedicatória foi feita a mim no seu livro, com um sorriso singelo e carinhoso, me lembro bem. O que sempre me impressionou em Oscar foi sua vitalidade para o trabalho e a disposição de ajudar as pessoas que o cercam. A longevidade do ser humano advém da paz interior, de ter cumprido em sua vida aquilo em que acredita. Oscar é assim. Pacífico, dedicado à seu trabalho.

Parabéns, Arquiteto Oscar Niemeyer. Aqui de longe, lhe cumprimento. Se a ideologia poderia nos separar, a amizade que ficou nos une. Assim deveriam ser todos os seres humanos.