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domingo, agosto 26, 2018

Campanha anti-Bolsonaro


Como é sabido, depois de Lula (que não é candidato porcaria nenhuma), Jair Bolsonaro é o candidato com mais preferência nas pesquisas até agora. Isso incomoda muita gente poderosa. Peguei este artigo na net que corresponde exatamente ao que pensei quando assisto com espanto, o massacre midiático contra o candidato. Vale a pena ler para entender o que se passa. 

 Extraído do blog Opinião Crítica (www.opiniaocritica.com.br) , publicado nas redes sociais em 25/08/2018

Ataque em massa contra Jair Bolsonaro revela desespero e a falência do jornalismo no país.

Nas últimas semanas o candidato do PSL Jair Bolsonaro tem sido alvo de matérias que nitidamente revelam um grau de tendenciosidade jamais visto no jornalismo do país.

Não são uma, duas ou três matérias abordando cada passo do presidenciável Jair Bolsonaro, mas várias por dia, publicadas por veículos como o UOL, o portal G1, VEJA, Folha e Estadão, apenas como exemplo, todas trazendo informações com alguma distorção, omissão ou má interpretação dos fatos relacionados ao candidato.
O portal UOl, por exemplo, foi um dos veículos que repercutiram largamente a informação de que "Bolsonaro decide não participar de novos debates com adversários". Todavia, a própria matéria informa que a suposta declaração foi transmitida por Gustavo Bebiano, presidente do PSL, e não pelo candidato. Ou seja, o título não corresponde à realidade, já que Bolsonaro não fez tal afirmação.

Com um pouco mais de atenção, observa-se que o "não participar" se refere, na verdade, ao embate que será promovido pela Jovem Pan e não aos demais. Mas o título da matéria, entretanto, faz o leitor entender de forma generalizada a não participação, como também fizeram o G1, o EXTRA e a VEJA com o título "Bolsonaro não deve mais participar de debates com adversários".
Agora a informação divulgada é outra. Tanto a VEJA como o UOL, por exemplo, dizem que "Bolsonaro recua..", decidindo participar dos debates. A matéria apresenta um jogo de "disse-me-disse", fazendo parecer uma coisa com a fala do presidente do PSL, Gustavo Bebiano, e outra com a opinião do próprio Bolsonaro.

A intenção obvia nisso é confundir o leitor através da indução de pensamento mediante o título da matéria. Uma vez lido o título, o leitor desatento já possui uma conclusão, especialmente se não tiver o trabalho de ler o conteúdo da "reportagem", o que a maioria não faz.

Eles temem perder o controle de uma agenda cultural e econômica

O exemplo acima é apenas um dos inúmeros que você pode agora mesmo encontrar se acessar alguma dessas mídias. Quando a informação não é distorcida, ela é especulativa e fútil, como no caso em que Bolsonaro pergunta a uma criança se ela sabe atirar. Acompanhe o trecho retirado do Estadão:
"O candidato do PSL à Presidência da República nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, voltou nesta quinta-feira, 23, a ensinar uma criança a fazer um gesto de 'arma' com a mão em um ato público de campanha. A um garoto que estava em seus braços com a farda infantil da Polícia Militar, o presidenciável disse: 'Você sabe atirar? Você sabe dar tiro? Atira. Policial tem que atirar'".
O leitor comum talvez não perceba alguns termos que de forma muito sutil induzem a noção de erro cometido pelo candidato, como por exemplo, "foi flagrado". Na linguística, palavras trazem consigo determinadas impressões que são associadas durante a leitura. "Flagrar", por exemplo, está associado ao crime e à imoralidade. Esta é a impressão que "soa" na mente do leitor comum.

O que está por trás do ataque em massa contra Jair Bolsonaro é a sobrevivência de uma agenda cultural alinhada com às ideologias majoritariamente de esquerda(grifo nosso), onde a grande mídia possui um papel fundamental para essa manutenção.
Não se trata de uma visão política relacionada ao projeto econômico para o país, apenas. Se engana quem pensa que os grandes donos da mídia estão realmente preocupados com a política econômica de Paulo Guedes (possível futuro Ministro da Fazenda no Governo Bolsonaro). Eles não querem perder o apadrinhamento estatal de campanhas publicitárias e, principalmente, o controle sobre a informação:

"Desde o governo Lula, a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência, responsável pelo maior aporte de verbas públicas em publicidade, aumentou de forma expressiva o número de veículos aptos a dividir o bolo. Em 2000, eles eram 500. No ano passado, somaram 8.519, dos quais 4.281 foram contemplados com contratos", disse Margareth Codraiz Freire, Presidente da Associação dos Diários do Interior (ADI), segundo o Correio do Brasil.

A população compra o que é crível. Uma vez que você expõe a mentira dos grandes veículos, eles perdem credibilidade e consequentemente entram em falência. É o que está acontecendo com a editora Abril, que este ano já anunciou o fim de dez revistas, podendo demitir 300 funcionários por conta disso.

Jair Bolsonaro, uma ameaça para quem?

A possível vitória de Jair Bolsonaro nas eleições desse ano constitui uma ameaça real para a grande mídia, uma vez que ela está comprometida com a agenda internacional, por exemplo, da ONU, que já se mostrou favorável ao ex-presidente condenado, Luiz Inácio Lula da Silva, e é a maior organização promotora do aborto, drogas, ideologia de gênero e da perseguição aos valores judaico-cristãos no mundo.
Felizmente na atualidade temos a internet como alternativa de informação, com veículos de pequeno porte oferecendo o contraponto para a população.

Se o jornalismo ético, imparcial e responsável já faliu no Brasil, cabe ao povo procurar os veículos que atendem suas expectativas. O que não podemos é ter a ingenuidade de confiar nas mesmas fontes, sempre.


quinta-feira, outubro 26, 2017

Esquerda x Direita - uma discussão estéril no Brasil-parte II

Qualquer pessoa de esquerda intelectualmente honesta tem que reconhecer que a única forma de criar riqueza é através do emprego e da meritocracia. Porém,se considerarmos os dogmas marxistas, é humanamente impossível fornecer empregos públicos a toda uma sociedade economicamente ativa com base no montante de impostos arrecadados somados aos ganhos oriundos da comercialização dos processos de produção industrial e agrícola, idealmente imaginados por Marx. Para exemplificar: o Brasil tem hoje, reconhecida, uma das maiores cargas tributárias do mundo. Quase 35% do PIB. Isso dá em dinheiro de hoje, R$ 1,75 trilhões!!! Considere-se então uma arrecadação pelo Estado da "mais valia" que seria ganha pelos capitalistas reservada a investimentos em melhorias. Consideremos este valor de uma forma até otimista, baseada numa produtividade igual ou maior que a produtividade das sociedades liberais-capitalistas, como sendo 5% do PIB. No Brasil isso daria mais R$ 0,25 trilhões. Agora vamos agora agregar à carga tributária o custeio de salários e encargos sociais,de saúde,segurança e trabalhistas desse pessoal que da mesma forma, comparado aos regimes capitalistas seria de 60% do PIB. Temos então 95% do PIB a ser distribuído igualitariamente aos cidadãos produtivos, que por sua vez, ao receberem estes salários, devem sustentar suas famílias e os cidadãos improdutivos.Temos então, R$ 4,75 trilhões divididos por 110 milhões de pessoas. Isso dá 43,18 mil reais por ano de renda per capita( equivalente a US$ 13.490) Teoricamente, cada cidadão brasileiro produtivo teria em média, R$ 3.600,00 de salário mensal para viver com sua família e agregados (sem 13.). Paraíso? A renda per capita média nos EUA é US$ 57.500,00. Na Europa, US$ 38.000.O Brasil neste cenário ficaria entre as melhores sociedades do mundo. Essa era a utopia de Marx, bagunçada por Lenin. 

Mas não foi bem assim e não será. E o mérito, onde fica? Quem produz mais, deve ganhar mais.E isso foi um dos motivos pelo que o regime socialista-comunista não deu certo. Parasitas do regime, pessoas do Partido, vagabundos, ladrões, párias, tinham o mesmo tratamento que os cidadãos comuns. Sem contar que a corrupção e os privilégios se instalaram num sistema onde o Partido único se confundiu com o poder, corroborando a tese de Nelson Rodrigues que  "O poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente". Aí, o setor produtivo se rebelou silenciosamente, a produtividade desceu a níveis mínimos. Os 250 bilhões de reais reservados a investimentos foram aqui e lá na antiga URSS, solapados e "garfados" pelos corruptos de forma que após alguns anos, o sistema faliu por falta de recursos. Na URSS isso demorou 60 anos. Aqui, 13 anos.    

Esquerda x Direita: Uma discussão estéril no Brasil de hoje

O debate de esquerda e direita já está gasto há muito tempo. Os termos criados nos tempos da Revolução Francesa do século 18 se referiam aos grupos político-ideológicos jacobinos e girondinos que se sentavam em lados opostos no parlamento francês onde os jacobinos sentados do lado esquerdo, defendiam  o fim dos privilégios para nobreza e clero, mas eram favoráveis a um regime centralizador (estatizado) e os girondinos sentados do lado direito, pregavam uma revolução liberal, a abolição dos privilégios da nobreza e estabelecimento do direito de igualdade perante a lei. De lá para cá, a política e a economia mundial mudaram muito, tivemos no meio 2 guerras mundiais, uma Guerra Fria que durou mais de 40 anos, onde a ideologia social-comunista dita de esquerda, comandada pela antiga USSS se opôs à ideologia liberal-capitalista dita de direita, liderada pelos Estados Unidos. Por fim, no final da década de 80 do século passado, o sistema socialista-comunista desabou em quase todos países da antiga Cortina de Ferro, juntamente com o Muro de Berlim. Sobraram 3 países de ideologia dita "de esquerda" . Cuba, Coréia do Norte e China.A China, a partir do final do século XX e neste século XXI, migrou economicamente para um regime capitalista, de mercado, onde o lucro é admitido e incentivado, tentando manter (até agora com sucesso) o regime socialista estatizante, que não se sabe quanto tempo durará. Mas não se pode hoje dizer que o regime chinês é de esquerda. Assim, em todo mundo e aqui no Brasil, os ideólogos e adeptos do esquerdismo jacobino/marxista-leninista/stalinista/trotskista/maoísta ficaram órfãos de discurso. 
Nos EUA, houve o sentimento de vitória do regime liberal-capitalista sobre o regime social-comunista e lá impera o regime liberal-capitalista como sempre foi. Na Europa e em grande parte do resto do mundo desenvolvido, grupos e partidos antes ideologicamente "de esquerda" migraram por questão até de sobrevivência, para uma ideologia "social-democrata" ou "social-liberal". Uma coisa "meio barro, meio tijolo" chamada pela mídia, "de centro-esquerda, centro-direita".
A saída do esquerdismo nos países mais pobres, de alta desigualdade social (saída inteligente, diga-se de passagem) foi retomar o discurso antigo mas é claro que enfrentando uma clara divisão entre os grupos, uns mais radicais, outros mais moderados. O discurso que mais vingou, foi o moderado, seguindo a doutrina gramcista onde o combate ao liberalismo capitalista deve ser feito por meio de uma revolução cultural e não revolução armada, física. Mas é preciso dar nome aos bois neste processo "revolucionário". Decidiu-se então manter a denominação "esquerda" em oposição à "direita" já consagrada no passado, como forma de rotular na cabeça da sociedade os conceitos antagônicos. Mas essa forma rebaixou o nível do debate político.
Claro, quem iniciou esse rebaixamento político foi o petismo, entre outras coisas por trazer dos escombros do Muro de Berlim, o papo Guerra Fria de "esquerda x direita" enquanto cinicamente se banqueteou nos jantares chiques com os empresários amigos do peito acompanhados dos políticos aliados pertencentes aos grupo "meio-barro, meio-tijolo" . Entretanto, como diz o ditado, se gentileza gera gentileza, fanatismo e hipocrisia também geram fanatismo e hipocrisia. Daí que não tardou muito para as contrapartes igualmente fanáticas de direita aparecerem a fim de alimentar esse cada vez mais insuportável fla-flu de bregas de esquerda versus jecas de direita onde a baixaria rola solta. Depois continuo.  

 


sábado, outubro 14, 2017

Uma questão de lógica

Esse post é continuação de um comentário meu no Facebook. Por questão de clareza, vou repetir aqui a parte do comentário feito (editado) e sua continuação.

Vendo o desenrolar dos fatos e das notícias, por uma questão de lógica, fica cada vez mais claro que, o que há no ar é uma disputa de cachorros muito grandes pelo poder, bem maiores do que a maioria pode imaginar. O Brasil, apesar da imprensa a favor dos poderes em litígio, a qual insiste em tentar passar a nós o complexo de vira-lata, é muito grande. 

Sermos a nona economia do mundo apesar das desigualdades sociais, é muita coisa. É muito dinheiro em jogo e dinheiro significa ter poder mais a influência sobre a sociedade. 


Voltemos no tempo: 


Em 1988, as forças que subiram ao poder após o militarismo criaram um conjunto de regras denominado "Constituição Cidadã" que nada mais, nada menos, é o Manual de Instruções de como dominar a sociedade dentro de um sistema de orientação social-democrata aos moldes europeus.


O que se seguiu, foram facções dominantes ao longo do tempo, de tendências distintas mas ideologicamente muito mais próximas do socialismo de esquerda do que do liberalismo de direita.Naturalmente, isso foi uma reação imbecil ao regime anterior, de orientação autoritária, estatista, nacionalista extremada, se aproximando muito de um regime fascista, sem sê-lo de direito. Os governos militares se aproximaram muito mais da doutrina socialista,estatista, autoritária do que de um sistema social-liberal, capitalista aos moldes norte-americanos, por exemplo.


Nesse ponto, quero fazer um parênteses e externar minha visão da época do militarismo. Em 1964, eu tinha 12 anos e portanto incapaz de entender o que se passava na vida política brasileira. Em 1968/1969, já adolescente pré-universitário, estava no furacão da chamada repressão que atingia aqueles que se opunham explicitamente ao regime mas não atingia a maioria que continuava trabalhando e estudando sem se envolver, inclusive eu que, orientado pelos pais, preferi estudar e cuidar da minha vida. Fazia parte da famosa maioria silenciosa. 


Havia censura? Sim. Aprendi a cozinhar lendo as receitas do JT e poesia lendo o Estadão. 


Havia torturas? Eu só vim a saber delas mais tarde e pelo que soube, opositores combatentes do regime sofreram com isso. Mas não soube de ninguém do povão que tenha sofrido tortura. Ouvi dizer que bandidos comuns se pegos sofriam demais nos cárceres também com torturas e talvez por isso, a sensação de segurança pública era maior pelo medo da bandidagem de ser pega e passar pelos "paus-de-araras" da vida. Mas existia uma "democracia". Um arremedo, mas estava lá. Tinha um Executivo, um Legislativo, um Judiciário. Claro que o Legislativo e o Judiciário eram subjugados pelo Executivo autoritário mas o que é são as "democracias" chinesa, cubana, venezuelana hoje? A mesma coisa. As vivandeiras esquerdistas brasileiras dizem na imprensa que naqueles países existe democracia e nos tempos do militarismo brasileiro não havia. Ora, estão sendo hipócritas e mentirosos.  


Voltando ao assunto: 


O governo do PMDB com 6 anos de duração, eleito de forma indireta, diga-se de passagem, se deu num cenário conjuntural muito conturbado, graças ao caos econômico causado pelo estatismo e nacionalismo exacerbado dos militares, que se revelaram péssimos administradores. O governo Sarney se caracterizou pela absoluta incompetência em gerir o país mas pela absoluta competência em enganar o povo enquanto tomavam lugar nos postos-chave de captação de dinheiro. Além da Constituição Cidadã acima citada, o governo Sarney criou a social-democracia cleptocrata no Brasil que persiste até hoje. 


Veio então o governo Collor, eleito democraticamente, que na prática foi uma continuidade do governo anterior mas teve como característica a falta de profissionalismo em roubar como o PMDB e foi defenestrado em 2 anos. Teve um só aspecto positivo que foi a tentativa de levar nossa economia para um viés mais liberal que como veremos adiante, foi anulado pelos governos que se seguiram.


Daí, tivemos a era Itamar/FHCdo PSDB, também eleitos democraticamente, que durou 10 anos. 


Caracterizada como a era do fim da inflação, das privatizações, de um certo viés de liberalismo econômico que alçou o país à 8a. economia mundial. Foi onde o profissionalismo da roubalheira passou por um aperfeiçoamento, graças à experiência do PMDB na roubalheira aliada à sofisticação dos tucanos. Não pensem que não se roubou nessa época. Roubou-se e muito mas tirando o mensalão do Azeredo, pouco se descobriu (a turma era esperta). Mas foi nessa época que o modelo político social-democrata começou a derivar mais para o socialismo e para a esquerda.


Veio então o PT. O lulo-petismo. Eleito de forma democrática. Durou longos 13 anos. Assumiram com discurso social-democrata de viés liberal na economia, o PMDB mais um bando de "espertos" se aliou a eles, ganharam a confiança do povo especialmente aqueles com miolo mole e ao longo do tempo especialmente no governo Dilma, derivaram para um lado negativo, para um socialismo político e para um exacerbado estatismo (uma espécie de capitalismo de Estado aos moldes chineses) na economia, retrocedendo a economia aos tempos do militarismo. Não deu tempo de implantarem no país a democracia totalitária ao estilo chinês, cubano ou venezuelano. As forças do PMDB e seus puxadinhos de centro-direita percebendo que iriam sofrer uma rasteira,  aliadas às forças do PSDB e seus puxadinhos de centro-esquerda  se uniram e os tiraram do poder.


Mas notem, estes 13 anos serviram para que as forças lulo-petistas bem como seus puxadinhos políticos se consolidassem e se unissem. 


E hoje?

Quem está no poder é uma mistura de duas facções que já comandaram o país. Já foram aliados no passado, já foram opostos também no passado. O que têm em comum é que passaram a a perna no PT e seus puxadinhos e essa gente do PT quer se vingar. E estão conseguindo. Temer, que representa o PMDB e seus puxadinhos que faziam parte do governo do PT está demonizado, acusado, porque é claro, tem rabo preso. Aécio, que representa aqueles que se aliaram ao PMDB de Temer para tirar o lulo-petismo do poder está demonizado, comprovadamente ferrado porque também tem rabo preso.

Aos nossos olhos, todas as facções políticas estão demonizadas. Aos olhos do povão, todo político não presta. Por este ângulo, estamos ferrados, que voltem os milicos ou um populista de ocasião. Mas é preciso alertar. Não há saída fora da política. A volta dos milicos não resolve. Vejam o que eles fizeram no passado. Por tudo isso, é preciso que o povo brasileiro tome tenência e em 2018, aproveite para fazer a faxina e colocar no poder gente decente e competente.

terça-feira, agosto 15, 2017

A corrupção

Segundo dados IBGE, o número de funcionários públicos no Brasil hoje é em torno de 12 milhões de cidadãos, sendo 2 milhões na esfera Federal, 3,5 milhões na esfera estadual e 6,5 milhões na esfera municipal. Isso corresponde a 12% do total da população economicamente ativa (PEA) do Brasil que hoje é de 105 milhões de brasileiros. O que é a PEA? É o número de brasileiros que estão na idade de trabalhar para sustentar os demais. Inclui os desempregados. No Brasil, historicamente, metade do povo deveria sustentar a outra metade composta de crianças, jovens em idade escolar, idosos, vagabundos(incluo os políticos), presos,etc.. Como temos 13,5 milhões de desempregados, na prática, 91,5 milhões batalham para sustentar o resto do país. Mas entre estes 91,5 milhões, temos os tais 12 milhões de funcionários públicos que pelas nossas Leis, nunca serão desempregados.
Calcula-se que desses 12 milhões, cerca de 40% deles tem algum grau de corrupção no seu DNA. Claro que uns mais, outros menos. Entre os "mais", estamos vendo a Lava-Jato achar e punir. Entre os "menos" porém, há funcionários públicos que usam o argumento de vender dificuldade para ganhar facilidades e o povão incauto e metido a esperto paga de bom grado para levar sua vantagenzinha. O quebra-galho da multa do fiscal, do policial rodoviário, o "furar a fila" da burocracia, o "acelerar" um processo administrativo, etc. São cerca de 4,8 milhões de brasileiros que seguem a Lei do Gérson e que acham suas ações corruptas perfeitamente corretas porque são pequenos delitos. Mas vejam: 4,8 milhões que enfiem a mão em média em 3000 reais por ano(uma merreca se pensarmos individualmente) causam um prejuízo de 15 bilhões de reais por ano à economia e aos cofres públicos.Voces acham muito?Só um policial rodoviário corrupto que "morda" meros 100 reais por semana de motoristas infratores, fatura 5.000 reais por ano em corrupção.Um fiscal corrupto da Fazenda Estadual que "alivie" por mês uma multa ICMS de 5.000 reais recebendo 10% de caixinha, fatura 6.000 reais por ano.Um fiscal municipal corrupto que aprove por mês irregularmente uma construção e receba 1.000 reais por isso, fatura 12.000 por ano. Já os corruptos do Mensalão, do Petrolão, do Eletrolão, da JBS, do BNDES, quadrilhas compostas por dirigentes da administração pública e estatal, por políticos, por executivos de estatais, por dirigentes de partidos políticos em geral, salvo raras exceções, tungaram na corrupção até onde se sabe agora desde 2003 até 2015, cerca de 2% do PIB nacional por ano (coisa como 96 bilhões de reais por ano!!!) . Por fim, o Brasil corrupto fatura 105 bilhões por ano e nos tempos petistas, isso significou 1.443 bilhões de reais do nosso dinheiro jogados fora pela janela. Um ano inteiro de arrecadação de impostos. Sem sombra de dúvida, somos o país mais corrupto do Planeta Terra, quiçá do Universo. Graças a um povo aculturado, omisso, onde muita gente acredita na Lei do Gerson e acha que ela é correta.Quando isso vai acabar? Depende de nós,entendermos e fazermos valer aos corruptos que quem manda é o povo do bem.Somos nós os patrões dessa gente. Pagamos seus salários. E daí, podermos valer o dito popular "O exemplo vem de cima".

terça-feira, agosto 01, 2017

Porque não apoio Temer et Caterva

Amigos meus - a meu ver ingenuamente - defendem o governo Temer como sendo a solução mais viável para o Brasil melhorar após a demissão de Dilma e do PT do poder. De fato, eu mesmo achava que tal substituição traria a médio prazo a recuperação econômica e social do país. Esperava um governo composto de pessoas mais comprometidas com a seriedade, ética e com a gestão adequada. Afinal Temer foi colocado no posto como resultado da pressão do povo do bem sobre um Congresso mais chegado ao mal.

Não foi o que vi. Mal chegou lá, Temer tratou de abrigar em postos - chave seus amigos de fé, irmãos camaradas, quase todos eles enfiados até o pescoço na corrupção e falta de ética. A esmagadora maioria de seus ministros e pessoas com cargos influentes no poder estão enfiados até o pescoço na Lava-Jato, sob suspeição de atitudes nada republicanas.

O governo Temer tem um Pecado Capital. É oriundo da relação incestuosa entre PT e PMDB. Dessa relação nada poderia sair de bom, agora sabemos, está provado. Limitação de gastos? Reforma Trabalhista? As duas "conquistas" só funcionarão se as demais reformas forem levadas adiante até 2018. Mas não é o que vemos. O governo Temer cede espaço em nome da governabilidade, cede aos oportunistas de sempre, cede aos seus antigos parceiros do PT.

Temer não anulou atos de Dilma que colocam na folha de pagamento do serviço público mais 22 bi por ano;
Não vejo atitude de Temer para colocar nos trilhos da realidade aumentos médios de 10% anuais desde 2003 para funcionários públicos enquanto que a inflação média nos últimos 13 anos foi de 6,3% ao ano. Os governos petistas aumentaram o número de funcionários públicos federais em 30%, sem contar nos níveis estaduais e municipais onde o aumento foi de mais de 40%!!! Imaginem o tamanho do rombo que estes aumentos criaram na folha de pagamento corrente e no futuro, nas aposentadorias dessa gente.
 Não vejo atitude desse governo para acabar com privilégios que tornam as remunerações e benesses de funcionários  públicos mais que o triplo de funcionários da iniciativa privada em cargos e funções semelhantes.
A média das aposentadorias privadas (INSS) é de R$ 1.600,00 enquanto que no Executivo é R$ 9.600,00, no Legislativo é de R$ 25.000,00 e no Judiciário(pasmem!!!) é de R$ 29.000,00. Um particular: no Ministério Público que tanto combate a corrupção e a falta de ética, a média é de R$ 30.000,00!!! E no MPF estão pedindo mais 16,7% de aumento em 2018 ameaçando com represálias quem se opuser ao pleito. Isso explica porque somente 980 mil aposentados do serviço público custam  ao Estado mais do que os 33 milhões de aposentados do resto do país.
Combatem a corrupção de um lado e se locupletam de outro. É ignóbil!

O governo não reduziu gastos como prometeu quem sabe por incompetencia, quem sabe de propósito mas o fato é que estamos à beira da falência pública. 

Dilma deixou o governo com 13 milhões de desempregados. Esperava-se que em um ano, esse número se reduzisse mas aumentou para 14 milhões e agora começa a se reduzir, lentamente mas não no ritmo que se esperava. Por que? Porque esse governo mostrou que a marca da falta de ética e da corrupção não foi apagada. Continua forte como antes. E isso tira qualquer possibilidade de retomada da confiança dos investidores.

O PT e as esquerdas apesar de não estarem hoje no poder, venceram com o apoio envergonhado de Temer e seu bando. Conseguiram acabar com o futuro do Brasil capitalista e democrático. Se voltarem ao poder e têm grande chance pois a plebe ignara acredita piamente neles, herdarão um país falido composto de maioria miserável e minoria privilegiada como reza a cartilha socialista onde poderão fazer e desfazer sem oposição.

O povo do bem está desanimado. O empresário do bem cansou de ser achacado e ser chamado de  explorador do pobre quando queria sim, investir para crescer e dar oportunidades aos demais.

Vivemos um momento ruim. O pior da história republicana do Brasil. Não vejo futuro melhor possível nem a longo prazo. Trocamos 6 por meia dúzia. Trocamos bandidos por ladrões. Trocamos incompetentes por ineptos. Trocamos mentirosos por falsificadores da verdade.

Continuo na luta porque sou teimoso mas confesso que hoje a luta é mais difícil, talvez impossível.

Começo a achar que somente uma intervenção militar linha dura poderia resolver mas as consequências seriam imprevisíveis e já vimos este filme antes e não gostamos.

O Brasil, infelizmente não é um computador onde a gente resolve a maioria dos problemas fazendo um "hard boot". Ou formatando o HD e reinstalando o sistema operacional sem os programas indesejáveis, perniciosos. Mas seria ótimo que assim fosse. 

Continuo porque não tenho mais idade para mudar de vida em outro país nem tenho condições. Mas prometo que tudo farei para que meus descendentes se mudem para outras plagas e tenham melhor condição de vida. Aqui, não dá mais. Que pena.

O MILITANTE




A palavra militante deriva do latim militans, -antis, particípio presente milito, -are o que significa ser soldado.  

Como todos sabem, um soldado é normalmente aquele sujeito sem vontade própria, que segue ordens mesmo que o cumprimento dessas ordens seja um ato descabido, imoral e agressivo.

A militância vem do tempo da propagação das religiões onde as pessoas que saíam pregando os dogmas religiosos eram chamadas de soldados da causa(militantes da causa de Cristo, da Santíssima Trindade, de Maomé, etc.). Um verdadeiro exército de pessoas a serviço das causas.

Pois então. Não se pode culpar todo o povo alemão pelas atrocidades de Hitler pois foram incitadas pelos militantes – camisas pardas- nazistas. Da mesma forma, não se pode culpar todo o povo italiano pelo fascismo de Mussolini que foram incitados pelos seus militantes vestidos com suas camisas negras. Mais recentemente, não podemos culpar todo o povo venezuelano pelas barbaridades cometidas por Chavez e Maduro e seus militantes de camisa vermelha.

Um líder populista não se faz sozinho. Precisa de militantes que, como se define no primeiro parágrafo, são soldados da causa, que defenderão as idéias e ideologias do líder e as passarão aos militontos que por sua vez passarão à massa, de preferência ignara, inculta, que absorve facilmente a boa propaganda ideológica baseada em palavras de ordem e promessas mirabolantes.

Os militantes normalmente são pessoas bem remuneradas, que ocupam cargos importantes na hierarquia ou que irão ocupar tais cargos a depender de sua dedicação à causa. Entendam que nesse caso, não existe o amor platônico à causa/ideologia, não existe o desprendimento. Tudo é por interesse basicamente material. Quem milita por pura ideologia com toda a certeza tem o miolo mole, rasga dinheiro e merece ser internado no Juqueri por demência.

Aqui no Brasil, o mais significativo exemplo de militante é o lulo-petista ou de forma mais abrangente o petista sindicalizado, remunerado, que enxerga no sucesso da causa uma forma de se locupletar materialmente e deter parte do poder.  

A proposta petista que tem como líder máximo Lula, é a que mais se parece com uma seita religiosa fanática onde existem os militantes “profissionais” que gerenciam os “militontos”. Lula no caso é incensado e vendido como o lider divino que mais praticou o bem maior ao sofrido povo brasileiro (claro que na realidade foi um dos líderes que mais mal fizeram ao país desde 1500). 

Quem são os militontos?

Militontos são cidadãos que sem remuneração nenhuma (salvo um sanduíche de mortadela barata, uma pequena ajuda de custo e uma tubaína nas manifestações de rua) e sem pretensões materiais futuras, defendem a causa por pura manipulação (ou pura ignorância). A maioria vive mal, mas acredita piamente que a vitória do lulismo/petismo trará a bonança e com isso poderão deixar de invejar aqueles burgueses que ao seu redor vivem melhor. E quando seu “guru” chegar ao poder, receberão seu Bolsa-Familia e viverão felizes para sempre. Esses militontos são chamados no jargão sociológico de massa de manobra.

Há também militontos mais esclarecidos que acham ainda que poderão alçar um degrau na hierarquia e serem militantes de fato e de direito com direito a cargo de importância no governo. Tais militontos mais esclarecidos se encontram nos meios escolares, universitários, na imprensa, no serviço público e nos meios artísticos. É o pior tipo de militonto pois tiveram a oportunidade de se aculturar, de se esclarecer, se informar e usam seus predicados intelectuais em benefício próprio ou de seu grupo, perderam o bom senso e daí se tornaram estelionatários das mentes alheias e burgueses do capital de terceiros.

Ou quem sabe, aguardam a vitória do socialismo populista para se locupletarem de vez às custas do povo que dizem defender.